Festinha na casa da vovó!!!

Quarta dia 17 de janeiro
Companheiro Diário, ‘’Hoje teve festa na casa da vovó’’. Meus avós completaram 50 anos de casados, a festa foi à maior resenha. Sabe como é né? Festa de família sempre dá o que falar, e essa festa foi foda, RECORDE absoluto de ‘’merdas’’ numa única festa. A festa começou naquela animação, tava tudo bonzinho até meu tio Oswaldo ficar bêbado e começar a contar piadas sem graça (Piadas de negro, pobre essas coisas que não são motivos de chacota, mas sempre tem um idiota que insiste em fazer piadas desses assuntos), ele já começou dizendo que se merda fosse grana, pobre nascia sem cú (e essa foi a mais fraquinha, o resto eu prefiro não comentar). Todo mundo tem uma tia chata que insiste em puxar a sua bochecha e dizer: - Como ele ta grande, já é um homem (eu tenho minha tia Judite). Pô, o cara vai ser criança pra sempre é, ela ta assistindo muito Peter Pan, e pra completar, ela tem um filho que é uma peste, ô pivete desgraçado de ruim!!! Uma vez esse condenado prendeu os testículos do cachorro da minha avó com um pregador de roupas, o cachorro passou três dias sem mijar, e ninguém sabia o motivo até o infeliz contar, ele também amarrou um busca-pé no rabo do gato do meu tio Joaquim (eu só to contando as mais fraquinhas). Dessa vez ele colocou na cabeça que ia aprontar comigo, só que eu sou ninja e aprontei com ele primeiro. Eu chamei ele pra brincar de polícia e ladrão (eu a polícia e ele o ladrão), como não tinha cadeia(é claro), o negocio era amarrar o preso na árvore, eu prendi o danado numa árvore que fica no escondido atrás da casa da minha avó, um lugar que quase ninguém vai, só soltei ele quando a festa acabou, senão ninguém tinha sossego. Mesmo assim, quando eu o desamarrei, o bandido deu um copo de mijo no lugar do refrigerante que meu avô pediu pra ele ir buscar(bonzinho esse menino). A minha mãe sempre conta as histórias de quando eu era criança, que eu caguei o carro do meu pai todinho, que eu mijei na cara da minha madrinha, vomitei nos peitos da minha tia, chutei a cara da enfermeira no dia da vacinação infantil, o dia que eu mordi o dedo da dentista pra ela não arrancar meu dente de leite, essas coisas de criança. No fim da festa (quando só tava a família reunida), o meu avô, pra variar, começou a contar as histórias do tempo de juventude dele, da época em que ele era Capitão do Exército, e todo mundo com a cara de não agüento mais, querendo cochilar mas se segurando ao máximo pra isso não acontecer, até que a minha avó foi dar uma risada e a chapa dela voou longe e caiu dentro do copo do meu avô, todo mundo ficou sério nessa hora, eu não, eu caí na risada, meu pai achou ruim e deu um cascudo do cacete na minha cabeça, aí o meu tio Oswaldo (o bêbado chato) começou a rir de mim, aí o meu avô deu um cascudo nele, aí eu tirei onda com a cara dele, aí ele deu um cascudo em mim, aí eu parei de rir porque em duas risadas que eu dei, eu levei dois cascudos, desvantagem do cacete! Pra encerrar com chave de ouro, minha prima Janaína soltou um peido que matava até urubu, fazia defunto levantar e morrer de novo, mas o que importa é o que interessa, e o que interessa é que tirando essas e outras confusões, a festa foi legal, mas graças a Deus nós fomos embora após o primeiro peido, porque eu soube que ela soltou mais sete depois daquele, minha tia Genoveva chegou a desmaiar com uma das poivinhas da Janaína, que o chato do meu primo Alberto Roberto (pivete Encapetado) apelidou de cú suicida. Agora dexa eu ir alí comer o pedaço do bolo que sobrou da festa.
Domingo dia 21 de janeiro
...eu consegui um emprego numa rádio...


